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sábado 25 novembro 2017

A Sustentabilidade numa Organização Pública - O Instituto de Informática, I.P. (Ler Mais...)

Na atualidade, a gestão estratégica das organizações assenta em objetivos económicos, sociais e ambientais que contribuam para a proteção do ambiente e para o bem-estar dos seus trabalhadores e trabalhadoras e da sociedade em geral. Os organismos da administração pública estão cada vez mais cientes desta realidade e a sustentabilidade é, em muitos casos, considerada uma área importante na sua gestão operacional.

Sustentabilidade empresarial ou organizacional é o conjunto de ações de uma empresa ou organização, visando o respeito pelo meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da sociedade. Para que uma organização seja considerada sustentável ambientalmente e socialmente, deve adotar atitudes éticas e práticas que visem não só o seu crescimento económico, mas que não agridam o meio ambiente e colaborem para o desenvolvimento da sociedade, apresentando resultados práticos e significativos, que assegurem um mundo melhor para as gerações futuras.

Este compromisso organizacional existe no Instituto de Informática, I.P. do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), há já vários anos, contemplado num Plano de Sustentabilidade anual que visa apresentar o conjunto de iniciativas que se pretendem concretizar de acordo com os pilares da sustentabilidade – social, ambiental, cultural e financeiro.

5 Instituto Informática

A responsabilidade social, entendida como a forma de operacionalizar e promover a sustentabilidade organizacional, é um objetivo estratégico do Instituto de Informática, que com o seu Sistema de Gestão de Responsabilidade Social tem como missão organizar, implementar, monitorizar, avaliar e melhorar continuamente as iniciativas de carácter organizacional, social e ambiental, desenvolvidas no âmbito da Sustentabilidade, consideradas relevantes para o cumprimento da missão do Instituto, monitorizando a concretização dos objetivos face à estratégia, aos indicadores e metas a definir em cada ano, em consonância com a política da responsabilidade social e com os seus princípios e valores. A Responsabilidade Social no Instituto de Informática decorre do entendimento de que a ação das organizações deve propiciar o bem-estar e a realização pessoal dos seus trabalhadores e trabalhadoras, trazer benefícios para a comunidade e proteger o meio ambiente.

Para o Instituto assumem particular importância as iniciativas de conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar dos trabalhadores e trabalhadoras, que promovem a sua satisfação, motivação e produtividade. Também a formalização de protocolos e parcerias que facilitem a aquisição de bens e serviços, e a promoção de iniciativas no âmbito da alimentação, saúde e bem-estar, que contribuam para aumentar o bem-estar físico e emocional e promovam um estilo de vida saudável para os trabalhadores e trabalhadoras e para as suas famílias, assumem um papel relevante. Atividades de teambuilding e de envolvimento são igualmente promovidas para fortalecer laços e criar sinergias entre as equipas interdepartamentais e pluridisciplinares.

Regularmente são divulgadas e incentivadas atividades de envolvimento com a comunidade, com o objetivo de envolver os trabalhadores e as trabalhadoras em causas solidárias, dando a conhecer instituições da economia social, promovendo a doação de bens, a participação em campanhas e eventos culturais e incentivando práticas individuais de voluntariado.

Na área ambiental, além da reciclagem permanente, a implementação de medidas de eficiência energética e de controlo de consumos de água e eletricidade têm sido uma prioridade no Instituto. É exemplo disso a candidatura a um Fundo de Eficiência Energética que vai permitir a substituição de todas as lâmpadas do edifício por lâmpadas LED. Foi também efetuada a candidatura para um veículo elétrico, no âmbito do Programa de Apoio à Mobilidade Elétrica na Administração Pública, que contempla o financiamento da aquisição de veículos elétricos, em regime de aluguer operacional de veículos durante um período de 48 meses.

No âmbito do Green IT ou Tecnologia Verde, entendido como a atitude sustentável que se tem perante as Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC), durante todo o seu ciclo de vida, procurando minimizar o seu impacto negativo no planeta, têm sido implementadas diversas iniciativas que têm conseguido obter bons resultados tanto a nível ambiental, como a nível financeiro.

​O Instituto está representado, desde há vários anos em Redes e Grupos de Responsabilidade Social, onde participa ativamente, coordenando alguns deles. Esta participação é considerada uma mais-valia para a partilha e disseminação de conhecimentos e boas práticas no âmbito da Sustentabilidade.

6 Instituto Informática

 

O Instituto de Informática integra o Programa Oeiras Solidária (POS) desde 2012 e a partir de 2016 participa no Grupo de Networking, grupo criado por alguns parceiros do Programa - entidades públicas, privadas, da economia social e da academia. Este grupo, além de apoiar e prestar consultadoria à equipa do Programa, partilha e divulga boas práticas e serviços. Tem ilustrado as sinergias que podem existir quando se juntam os diversos setores numa estratégia colaborativa. Em 2016 ajudou na realização da Conferência anual do POS e na construção do portal do programa e para este ano tem previstas ações de formação, atualização e dinamização do portal e lançamento da bolsa de partilha de serviços, constituindo-se como um polo facilitador do desenvolvimento e implementação de novas ideias e projetos.

Para o Instituto, o POS é considerado uma mais-valia em diferentes dimensões, pois além de facultar informação sobre os projetos e serviços das Organizações da Economia Social do Concelho de Oeiras também promove e divulga campanhas de solidariedade, facilitando ainda o intercâmbio de boas práticas de responsabilidade social.

Da autoria Ana Sofia Silva, Instituto de Informática, I.P. (Julho 2017)

 

Sinergia criada com Parceiros e Amigos (Ler Mais...)

 

A Responsabilidade Social de uma empresa/organização deve ser vista como um investimento a longo prazo. De acordo com o Livro Verde para a RSE da Comissão Europeia, as organizações devem ser social e ambientalmente responsáveis sem deixarem de ser economicamente sustentáveis, integrando valores do desenvolvimento sustentável na sua gestão, uma vez que trabalham não só para satisfazer as suas necessidades, como também da geração atual e das futuras. De uma forma abrangente, a Responsabilidade Social contribui para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo, tendo cada vez mais valor a partir da certificação e instrumentos de apoio e reconhecimento da mesma, englobando o respeito de normas, rótulos, prémios e rankings, entre outros.

O Centro Sagrada Família teve, nos últimos anos, muitas experiências de parceria com empresas, escolas, universidades e organizações, que entre donativos financeiros ou em género, voluntariado empresarial ou voluntariado de competências, nos têm ajudado a levar os nossos projetos para diante, dando mais qualidade aos serviços prestados às crianças e à comunidade que apoiamos.

A experiência do Centro Sagrada Família é de que a responsabilidade social é benéfica para as duas partes. Quem beneficia é ajudado e sente também o reconhecimento e apoio externos para a prosseguir o seu trabalho com redobrada energia e ânimo. Por outro lado, quem trabalha em prol da comunidade desenvolve o seu sentimento de pertença à mesma e à empresa para a qual trabalha e fortalecem-se os laços dentro da equipa, o que se vai repercutir em melhor trabalho colaborativo e maior produtividade.

Hoje deixamos-vos a história do resgate da Quinta de Santa Marta, espaço cedido pela Câmara Municipal de Oeiras. A experiência começou em 2013, e ao longo dos anos foi possível recuperar um edifício muito degradado para um espaço habitável e agradável, possibilitando a sua imediata utilização para diversas atividades de apoio à comunidade do Centro, e ao qual foram também feitas adaptações para poder receber as crianças de pré-escolar.

Espaço antes da recuperação

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Alguns exemplos de ações de voluntariado empresarial

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No final deste período foi criado o comité “Faça Parte desta Mudança” que permitiu divulgar as perspetivas de futuro da instituição e envolver as principais entidades apoiantes do Centro, com a realização de reuniões periódicas, onde foram pensadas em conjunto ações de voluntariado e angariação de fundos no âmbito desta reformulação.

Ficam os testemunhos de alguns dos nossos parceiros.

“A responsabilidade social (…) é demonstrar a importância que atribuímos à estabilidade económica, ao bem-estar social e à sustentabilidade do ambiente, de forma transparente e baseada em factos”.

“Temos um enorme orgulho em reflectir o seu compromisso para com a responsabilidade social estando continuamente à procura de formas para criar um impacto positivo”.

“São experiências resultantes da parceria com o Centro Sagrada Família, que fomentam a aproximação da empresa à comunidade onde está inserida e que nos ajudam a crescer de modo socialmente responsável”.

“Temos cooperado com o CSF, quer através da doação de alimentos obtidos em recolhas preparadas por nós, quer com a organização ou presença em eventos solidários, quer com a participação activa no Grupo de Amigos do Centro (…)”.

 

E aqui fica a prova que juntos fazemos mais e melhor. O nosso muito obrigado a todos os nossos parceiros e amigos.

 

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 Da autoria Adriana Carmo, Centro Sagrada Família, da Fundação Obra Social das Religiosas Dominicanas Irlandesas (Abril 2017)

 

Valorizar a Diversidade (Ler Mais...)

As evidências das mais-valias de uma força de trabalho motivada e empenhada são conhecidas da maioria das organizações, e, por isso, apostar na melhoria dos ambientes e das condições de quem connosco trabalha deve ser uma prioridade. Não só porque é bom para o negócio, mas porque ajuda a garantir uma sociedade mais preparada para o futuro. E isso traz vantagens para todas/os.

Neste sentido, uma das áreas que tem vindo a ganhar relevância internacionalmente e, mais recentemente em Portugal, é a da Diversidade e Inclusão. O que significa? Em suma, trata-se de criar ambientes e culturas organizacionais favoráveis à diversidade, que acolham, promovam e reforcem positivamente todas as pessoas por quem são: pelas suas diferentes características, culturas, saberes, origens, escolhas e experiências de vida. Porquê? Há vantagens já mais que comprovadas para o negócio e para a sociedade.

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Como promover a Diversidade?

Não são necessários muitos recursos financeiros nem humanos para começar. Investir nas pessoas nem sempre está relacionado com custos para a organização, mas vai exigir tempo e investimento para dar frutos. No entanto, é preciso conhecer bem a realidade de cada organização, pois as medidas não serão iguais em todas as circunstâncias.

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Pode começar por realizar um questionário ou entrevistas aos diferentes stakeholders (colaboradores/as, fornecedores, chefias intermédias e de topo, etc.). A maioria das organizações que o fazem ficam muito surpreendidas com os resultados.


 

 Pode criar uma comissão de pessoas dentro da organização para pensar, implementar e avaliar as medidas a tomar com base na informação recolhida. Note que não basta ter uma força de trabalho diversa, é necessário garantir que as pessoas são efetivamente bem acolhidas e que são garantidas as condições para que desenvolvam todo o seu potencial na organização. Uma medida não benefecia da mesma forma todas as pessoas.

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Esta é uma tarefa que uma organização não precisa de enfrentar sozinha. Estabeleça parcerias. Existem inúmeras organizações públicas e sociais que conhecem bem os grupos alvo e os desafios que pretende trabalhar, possuindo técnicos/as especializados/as na matéria. A maioria irá apoiar gratuitamente ou a baixo custo, uma vez que pretendem promover a integração laboral das pessoas com quem trabalham e podem ainda ser interessantes como parceiras noutras áreas da Responsabilidade Social da sua organização ou tornar-se fornecedoras, pois muitas criam negócios sociais para angariação de fundos e promover a inclusão económica dos seus públicos.

 

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Comunique eficazmente. Assegure-se de que, em todos os passos que der, a gestão de topo da organização se encontra informada e envolvida. Este endorsment deve ser comunicado de forma constante e clara para toda a organização e é essencial para que as medidas implementadas atinjam os impactos esperados. As/os potenciais candidatas/os a ofertas de emprego deverão saber claramente que a organização tem políticas e práticas promotoras da diversidade: é uma das formas de atrair e reter talentos. Clientes tendem a criar relações de confiança e estabilidade com marcas com as quais se identificam e que sentem que compreendem as suas necessidades. Uma força de trabalho diversa ajuda a “colocar-se nos sapatos” da diversidade de clientes, mas a sua comunicação externa tem que espelhar esta preocupação.

Estas são algumas das recomendações da recém-criada Carta Portuguesa para a Diversidade, que junta já mais de 110 organizações de todos os setores e dimensões que pensam ativamente nesta temática e em como promover a diversidade e inclusão nos contextos de trabalho. A adesão é gratuita e as entidades signatárias podem participar em momentos de aprendizagem, partilha de práticas e outros eventos, bem como usufruir de vantagens exclusivas, recursos e apoio para a implementação de medidas dentro da organização.

A Câmara Municipal de Oeiras já aderiu. E a sua organização? Saiba mais em www.cartadiversidade.pt

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E-mail: cartadiversidade.pt@gmail.com

Da autoria Carla Calado, Fundação Aga Khan Portugal (Março 2017)